segunda-feira, 23 de agosto de 2010

MINUTEMEN: O Legado Dos Homens-Minuto Ao Longo Dos Anos

MINUTEMEN: George Hurley, Mike Watt & D-Boon


Minutemen foi uma das bandas mais emblemáticas do punk californiano da década de 80 e, acreditem, sua influência ainda é sentida por toda parte, não apenas por seu clássico "Corona", eternizado como tema do Jackass, mas também pelo interesse daqueles que querem saber quem é o tal do Mike Watt, que hoje é o baixista dos Stooges.
Pois bem, tudo começou mesmo nos idos de 72/73, quando dois amigos de vizinhança, Mike Watt e D. Boon, resolvem tocar apenas por diversão. Até onde se sabe, nenhum dos dois fazia a menor ideia da diferença entre um baixo e uma guitarra, até a mãe D. Boon pô-lo para estudar guitarra. Os anos se passaram e ambos integraram inúmeras bandas de curta duração
Em 78, encantados pela rebeldia punk, juntaram-se aos amigos Martin Tamburovich e George Hurley para formarem o The Ractionaries. Não gravaram nada formalmente, apenas algumas demos ao vivo. Já em 1980, o mesmo pessoal mudava o nome e a ideia sonora da banda, dando início a uma nova empreitada: The Minutemen.
O nome em si já dizia a que vieram: Os Homens Minuto; ou seja, músicas que nunca chegavam aos dois minutos de duração; mas era também uma sacanagem com uma organização paramilitar de extrema direita que existiu nos anos 60.
"Paranoid Time", seu primeiro epê de 7", foi gravado de modo simples, em apenas dois takes e produzido pelo lendário Greg Ginn, líder e guitarrista da banda Black Flag. Como toda banda DIY que se preze, tanto esse epê quanto seu sucessor "Joy" eram vendidos em seus gigs. No entanto acertaram-se mesmo com seu primeiro elepê "Punch Line" e o epê "Bean-Spill", de 81, tornando-se uma das maiores bandas do underground norte americano.
Dispostos a fazer rock simples e sem frescura, logo apareceram com seu segundo elepê, "What Makes a Man Start Fires?", que atraiu para si as atenções da imprensa especializada de então. Logo em seguida caíram na estrada e excursionaram pela europa com o pessoal do Black Flag
Entre epês e elepês, os "Homens Minuto" mantiveram uma carreira bastante produtiva, até 1985. Lançaram: "Buzz or Howl Under the Influence of Heat" (1983), "The Politics of Time", "Double Nickels on the Dime" e "Tour-Spiel" (1984), "3-Way Tie (For Last)" e "Project: Mersh" (1985), tendo ainda participado do projeto MINUTEFLAG, com o pessoal do já citado Black Flag.
Infelizmente, em dezembro de 85, D Boon morreu brutalmente em um acidente de carro. Mike Watt se afundou em uma terrível crise depressiva, que duraria cerca de ano e meio, época que se junta ao amigo George Hurley no projeto fIREHOSE, encabeçado por Ed Crowford, um guitarrista e fã do Minutemen que os encorajou a voltar a tocar. O projeto fIREHOSE durou 8 anos!
Logo após o fim do fIREHOSE, George Hurley seguiu tocando pelo underground norte americano e Mike Watt, ascendeu-se como um excelente "concatenador" de figurões, afinal, encabeçou uma reunião dos remanescentes do Nirvana (Dave Grohl, Kyrst Novosellic e Pat Smear) e, é claro dos Stooges.

Em 2005 saiu o documentário "We Jam Econo", dedicado ao legado do Minutemen.

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CEDÊS

Nina Hagen, Personal Jesus

Nina Hagen cantando gospel?!?! Pode até soar um tanto estranho, mas é a mais pura verdade! Até porque, com toda sua estrada e experiência acumulada ao longo de 55 anos de uma vida extremamente musical, a diva alemã é uma dessas poucas personalidades que tem o total e irrestrito direito de gravar o quê e como bem entender. Fortemente influenciado pelo blues, folk, country e gospel das igrejas americanas, este cedê (cuja produção Nina custeou do próprio bolso) mostra uma vertente surpreendente da cantora e serve também de lição para o chamado "white metal" e o famigerado "pop cristão", seja de qual orientação for.


Brian Wilson
Reimagines Gershwin

Há quem diga que releituras da obra de George Gershwin sejam algo pra lá de batido, principalmente entre veterânos que já não têm mais o que mostrar. O novo disco de Brian Wilson, o eterno Beach Boy, desmente essa máxima e traz à luz muito material então inédito do compositor norte americano de origem judaica. Brian Wilson sempre foi um fã de Gershwin e este cedê pode, sim, soar algo tão pessoal quanto os clássicos "Pet Sounds" (1966) e "Smile" (1967/2004), dos quais é possível ouvir ecos em seu transcorrer. Uma justa e honrosa homenagem a Gershwin e que também deixa transparecer muitos elementos de nossa bossanova, em clássicos como "Summertime", "I Love You Porgy", "I Got Rhythm" etc.

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Artigo originalmente publicado no Jornal Folha do Estado, Cuiabá-MT, domingo, 22/08/2010.

Um comentário:

Anônimo disse...

OI ESTIVE POR AQUI E TE SEGUI. VEM ME VER TBM?
GOSTEI DEMAIS DO SEU BLOG E VOU INDICAR
ABÇOS
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